domingo, 22 de janeiro de 2012

Vida de Barbie

Fico me lembrando de quando eu e minhas irmãs brincávamos de Barbie...

Aprendemos a costurar, só para fazer roupinhas pra elas, para os esposos delas, para as filhinhas. Para consertar as roupinhas velhas rasgadas. Catávamos retalhos de panos na casa, das bagunças de costura da mamãe, e lá estávamos juntando tudo pra fazer um lindo vestidinho.
Tinham as filhas, os avós, os pais, as sogras, as primas. E tudo era gente quem determinava quem ia ser, e como iam ser.
Os diálogos delas eram sempre sobre se o jantar estava pronto, como foi a escola, "tenho que ir para o trabalho, cadê minha maleta". Sempre assim. Criávamos problemas para que a vida de nossas bonecas fosse mais realista "filha, você tirou nota ruim na prova"/ "vai lavar a roupa", uma Barbie dizia pra outra.

Hoje, costurando a calça do meu esposo, pensei na minha "vida de Barbie"... os mesmos diálogos, as mesmas preocupações..
Nada inventado, criado, e dessa vez não podemos simplesmente "deixar de lado" como podíamos fazer com as bonecas.
Também não podemos criar os personagens. Eles já vêm prontos: com personalidade e caráter.
Se eu pudesse, eu traria toda a diversão de brincar de bonecas pro exato momento, mas não tem como. Essa vida de Barbie exige muita paciência e sabedoria em abundância.